segunda-feira, 29 de abril de 2013
10º Encontro Mineiro de Biomedicina
Programação
QUINTA-FEIRA 23/05
13:00 Entrega de materiais
14:00 Abertura
14:30 Acupuntura e Biomedicina - Uma Vida fora dos Laboratórios
Flávio Barboza Pacheco Junior( http://lattes.cnpq.br/6590577356875311)
15:30 Coffee Break
16:00 Introdução à Criminalística
Rodrigo Grazinoli Garrido (http://lattes.cnpq.br/4027138006793482)
17:00 3ª Palestra –Impacto da falta de sono na sociedade: importância da pesquisa biomédica
Camila Hirotsu (http://lattes.cnpq.br/0254842686561012)
SEXTA-FEIRA 24/05
08:30 Pesquisa Translacional em Inflamação: Aspectos Básicos e Aplicações Práticas
Dra. Juliana Monte Real (http://lattes.cnpq.br/4650235588564676)
09:30 Coffee Break
10:00 Reprodução Humana Assistida: Como funciona um laboratório? Qual o papel do Biomédico?
Priscila Queiroz D’Elia (http://lattes.cnpq.br/4517501612635497)
11:00 Insetos vetores de doenças humanas: biologia, transmissão e controle
Gabriela Vieira Silva (http://lattes.cnpq.br/6593862082231188)
12:00 ALMOÇO
14:00 O papel de marcas epigenéticas na relação entre estresse celular e transformação maligna
Miriam Galvonas Jasiulionis (http://lattes.cnpq.br/3057188718614807)
15:00 Aplicação da Citogenética Molecular na Medicina Personalizada
Marjori Leiva Camparoto (http://lattes.cnpq.br/2021468191676096)
16:00 Coffee break
16:30 Apresentação de posters
21:30 COQUETEL
SÁBADO 25/05
08:00 Suscetibilidade genética do hospedeiro ao desenvolvimento da doença de Chagas
Amanda Farage Frade Barros (http://lattes.cnpq.br/0656043719450349)
09:00 Coffee Break
09:30 Importância das análises bromatológicas para garantir a qualidade dos alimentos
Renata Adriana Labanca (http://lattes.cnpq.br/2444824373221992)
10:00 Mesa Redonda - A evolução da Biomedicina, com enfoque nas novas áreas de atuação do Biomédico
Confirmados: Representantes dos 2º e 3º Conselhos Regionais de Biomedicina
11:30 Premiação e Encerramento
12:00 ALMOÇO
14:30 a 18:00 MINICURSO
DOMINGO 26/05
08:30 a 12:00 MINICURSOS
Alteração data 2 Ciclo de Bioatualidades e Outras Culturas
Gostaria de informá-los que a data do 2 Ciclo de Bioatualidades e Outras Culturas foi alterado para os dia 10 a 14 de junho de 2013.
Motivos:
1- Na data anterior acontecerá o Encontro Mineiro de Biomedicina, no qual muitos alunos participam;
2- Na semana do dia 20 a 24 de maio, aconteceria atividades para os 3 cursos: biomedicina, enfermagem e farmácia, porém sabemos que agora temos somente 1 anfiteatro, dessa forma, o espaço físico não permite que os eventos aconteçam na mesma data e pelo fato do dia do enfermeiro ser em maio, a enfermagem manterá a data e nós (biomedicina) passaremos o ciclo para o mês de junho.
Tutores:
1 período - Dra Silma
2 período - MSc. Claudiney Rocha Candido e Dra. Hosana Maciel Velani
3 período - MSc. Leider Roberto Bento Teixeira e MSc. Rafael Quirino Moreira
4 período - MSc. Claudiney Rocha Candido e Ana Paula de Souza Paixão (subistuída agora pelo Prof Rafael Motta)
5 período - Esp. Helton Resende Silva
6 período - MSc. Laura Fontes Tomaz Finotti
7 período - Esp. Camila Garcia Moschiar Canevarolo
Novas datas:
Os tutores deverão encaminhar para a coordenação a composição de cada grupo e os subtemas para que seja feito as fichas de avaliação até o dia 30 de abril de 2013.
Apresentação do tema : O CD com as apresentações dos grupos de cada período deverá ser entregue antes na coordenação (até o dia 03 de junho de 2013). Quem não entregar na data, não poderá exibir os slides, porém poderá apresentar o trabalho.
Relatório: O relatório deverá ser entregue pelo representante de cada sala (todos os trabalhos), no dia 17 de junho de 2013.
Simulado: Será aplicado no dia 14 de junho de 2013, no horário das 21h às 22h30min da sexta-feira. O aluno que não estiver presente não poderá fazer o simulado em outra data.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Inscrições para provas substitutivas (2ª Avaliação)
Período de inscrições: 16/04/2013 a 17/05/2013.
O que é necessário:
- Apresentar-se no protocolo de cada unidade para fazer solicitação:
- Alfa – no Horário: 14:00 às 20:00;
- Delta – no Horário: 08:00 às 12:00; 17:00 às 21:00
- Unidade Administrativa (Pç. Clarimundo Carneiro 256 - Centro) - Protocolo no Horário: 8:00 às 20:00;
- Protocolar juntamente à solicitação da prova, a justificativa comprovada da ausência (Atestado Médico, Óbito ou Serviço Militar);
- Pagar a taxa correspondente (Valor de R$ 15,00) por prova.
• Caberá à coordenação de cada curso o deferimento da solicitação.
• Data da prova: 03 de junho de 2013
• Local da prova: Na própria Unidade que estuda
• Horário de início da prova: Turmas: do turno da Noite: 19:00.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Problemas para se enturmar podem atrapalhar vida na faculdade
William Maia - UOL Educação - 11/03/2013 - São Paulo, SP
A mudança da escola para a faculdade é cheia de percalços. A escolha da profissão, a “via crucis” do vestibular, a decisão de sair ou não da casa dos pais. Desafios que fazem desse um momento de transição na vida do jovem. E quando finalmente se chega na universidade, podem surgir outros problemas, como a dificuldade de se enturmar em um ambiente novo e altamente competitivo.
Segundo Alessandra Turini Bolsoni Silva, professora de psicologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), pesquisas mostram que estudantes com dificuldade de fazer amigos e de se inserir no novo grupo de colegas podem ter seu desempenho acadêmico prejudicado. “Se a socialização e o desempenho ficam prejudicados, a probabilidade de abandonar o curso também é bastante alta”, diz a pesquisadora.
Alessandra observa que a chegada na faculdade representa uma transformação significativa na rotina do estudante, o que traz obstáculos adicionais para a sociabilidade. “Essa mudança implica em ter que cuidar das próprias coisas, interagir com pessoas que não conhece, deixar de estar com os pais e com o namorado todos os dias. Não é simples”.
O psicoterapeuta Leo Fraiman alerta que o estudante deve ter calma na hora de se enturmar, para evitar comportamentos que incomodem ou causem antipatia nos demais colegas. “Da mesma forma que uma pessoa leva anos para formar seus amigos na escola, há todo um processo para formar laços de valor na vida universitária Isso leva tempo, até mesmo para encontrar pessoas com valores afins aos seus”, afirma.
Fraiman aponta cinco dicas para uma boa integração na chegada à faculdade, no A-E-I-O-U das relações:
A de afeto - Ser afetuoso, gentil e bem educado sempre abre portas.
E de entusiasmo - Ser aquele que se empolga com as aulas e atividades mostra que você não será qualquer um, e isso atrai gente boa por perto.
I de inteligência - Quem lê, se interessa, mostra saber a importância do bom rendimento, ganha pontos com os bons colegas e ainda abre mais portas de empregabilidade.
O de organização - Seja disciplinado, mantenha uma boa rotina de estudos e seja focado e estar entre os 5 primeiros de sua turma, ajudando, claro, aos demais. Seu espaço no mercado começa com atitudes assim.
U de ultrapassar limites - Vá alem, leia os livros indicados na íntegra, entre na internet e estude as aulas antes mesmo delas serem ministradas para participar proativamente. Isso é charmoso e garante uma visibilidade diferenciada, como aquele que se torna útil de estar por perto.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Inscritos no Mini Curso de Hematologia
Será realizado na Unipac, no laboratório de Citologia Esfoliativa.
Levar Jaleco.
Relação de inscritos:
Alex Rodovalho
Annelise Arantes Rocha
Bianca Amanda de Oliveira
Bianca Caetano Silva
Bianca de Souza Sedassari
Bruna Martins Andrade Vieira
Bruna Soares Barbosa de Oliveira
Camila Abadia Almeida
Eliana Vieira Afonso
Franciely Miller Teixeira Santana
Gabriel Aparecido de Moura Oliveira
Gabriele Moreira Nascimento
Karine Gonçalves Borges
Kellen Cristina Ferraz Faria
Joelma Ferreira da Silva
Lara Venâncio Guimarães
Larissa Sampaio Vieira
Leandro de Oliveira Martins
Lídia Gonçales Rios
Luciana Dutra de Paulo
Luciana Magalhães
Michael Rodrigo da Costa
Ranyelle Silva Machado
Rosângela Manzi Salum
Salma Lúcia Rabelo
Stella Mamede Dorneles
Tatiele Nascimento de Souza
Taygla S. Marquete
Thaís Cristina Lima Silva
Veridiane Ferreira Passos
Vinícius Lopes Dias
Questões comentadas do SABI
QUESTÃO - 11 Os riscos biológicos são decorrentes da exposição a agentes do reino animal, vegetal e microrganismos ou de seus subprodutos. Tais agentes podem estar presentes veiculados sob várias formas que oferecem risco biológico como, aerossóis, poeiras, alimentos, instrumentos de laboratório, água, cultura, amostra biológica, dentre outras. Para um melhor entendimento
e manipulação adequada desses agentes infecciosos, existe uma classificação de acordo com o grupo ou classe de risco (grupo 1, grupo 2, grupo 3 e grupo 4).
Diante disso analise a frase abaixo e marque com um X em qual grupo a mesma se encaixa.
“Constituído de microrganismos que não provocam doenças no homem ou animal. É o nível
de contenção laboratorial que se aplica aos laboratórios de ensino básico, onde são
manipulados os microrganismos pertencentes a classe de risco X”
a. Classe de risco grupo 1.
b. Classe de risco grupo 2.
c. Classe de risco grupo 3.
d. Classe de risco grupo 4.
e. Classe de risco grupo 5.
Comentário: Alternativa correta (A) – Esta questão relaciona-se com a regulamentação pela CTNBio IN (Instrução Normativa) nº7, de 06 de Junho de 1997. Onde se estabelece as normas de trabalho em contenção e a relação com as classes de risco, que se classificam de 1 a 4. Até 1995, o Brasil utilizava as classificações existentes mundialmente, tais como a do Center for Disease Control (CDC), National Institute of Health (NIH), Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (INSERM), Comunidade Européia, dentre muitas. Todas as classificações utilizam os mesmos critérios para a avaliação de risco dos microrganismos, porém existem alguns critérios variáveis de acordo com a realidade epidemiológica local, o que pode levar à confusões. Por classificação o risco 1 é determinado por: O risco individual e para a comunidade é ausente ou muito baixo, ou seja, são microrganismos que têm baixa probabilidade de provocar infecções no homem ou em animais. Exemplos: Bacillus subtilis.
O aluno mais atento notaria que no corpo do texto explicativo enumera-se somente até o quarto (4º) grupo, aumentando-se assim as chances de acerto (para 25%) uma vez que a alternativa (e) seria excluída.
Vale lembrar que a não classificação de agentes biológicos nas classes de risco 2, 3 e 4 não implica na sua inclusão automática na classe de risco 1. Para isso deverá ser conduzida uma avaliação de risco, baseada nas propriedades conhecidas e/ou potenciais desses agentes e de outros representantes do mesmo gênero ou família.
QUESTÃO - 12 As áreas do ambiente de laboratório precisam ser adequadamente sinalizadas para facilitar a orientação dos usuários, advertir quanto aos riscos existentes e restringir o acesso a pessoas não autorizadas e para isto utilizamos símbolos de identificação de riscos.
Observe o símbolo abaixo e marque a resposta correta.

Este símbolo significa...
A) Risco biológico.
B) Risco físico.
C) Risco químico.
D) Risco de explosão.
E)Risco de ergonômico.
Comentário: Alternativa correta (B) – O referido símbolo está elencado no risco físico, uma vez que o mesmo se relaciona com os diversos tipos de energia; são formas de energia que se transmitem por ondas eletromagnéticas. A absorção das radiações pelo organismo é responsável pelo aparecimento de diversas lesões. Podem ser classificadas em dois grupos:
Radiações ionizantes - Os operadores de raios-X e radioterapia estão frequentemente expostos a esse tipo de radiação, que pode afetar o organismo ou se manifestar nos descendentes das pessoas expostas.
Radiações não ionizantes - São radiações não ionizantes a radiação infravermelha, proveniente de operação em fornos, ou de solda oxiacetilênica, radiação ultravioleta como a gerada por operações em solda elétrica, ou ainda raios laser, micro-ondas, etc.
Seus efeitos são perturbações visuais (conjuntivites, cataratas), queimaduras, lesões na pele, etc.
Para que haja o controle da ação das radiações para o trabalhador é preciso que se tome:
- Medidas de proteção coletiva: isolamento da fonte de radiação (ex: biombo protetor para operação em solda), enclausuramento da fonte de radiação (ex: pisos e paredes revestidas de chumbo em salas de raio-x).
- Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI adequado ao risco (ex: avental, luva, perneira e mangote de raspa para soldador , óculos para operadores de forno).
- Medida administrativa: (ex: dosímetro de bolso para técnicos de raio-x).
- Medida médica: exames periódicos.
Atualização sobre o símbolo de risco físico específico para radioatividade já foi definido com um novo símbolo de advertência de radiação ionizante foi lançado em 15 de fevereiro de 2007, pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) em conjunto com a Organização Internacional para a Padronização (ISO), com o objetivo de reduzir as mortes desnecessárias e os ferimentos sérios de exposição acidental às fontes radioativas de grande porte.

Com um fundo vermelho, ondas de irradiação, um crânio e dois ossos cruzados e uma pessoa correndo (!), o novo símbolo serve como um aviso suplementar ao trifólio, que não tem nenhum significado intuitivo e é pouco reconhecido pelo grande público, exceto por aqueles treinados em seu significado.
O novo símbolo foi desenhado por especialistas em fatores humanos, artistas gráficos e peritos em proteção radiológica após um estudo de cinco anos envolvendo 1.650 pessoas de diferentes idades em 11 países, entre eles o Brasil, para garantir que sua mensagem de “PERIGO – MANTENHA-SE AFASTADO” fosse clara e entendida por todos em qualquer lugar do mundo.
O símbolo é indicado para as fontes radiativas mais intensas, capazes de causar a morte ou ferimentos sérios. Integram essas categorias os irradiadores de alimento, os equipamentos para o tratamento de câncer e as unidades de radiografia industrial. Ao contrário do trifólio, esse símbolo é visível somente dentro dos equipamentos, para aqueles que tentarem abri-los, pois o símbolo é fixado no dispositivo que abriga a fonte, como um aviso para não desmontá-lo ou para não ficar próximo deste por muito tempo.
QUESTÃO - 16 “Geneticistas do mundo inteiro estudam uma maneira de combater o doping genético. Nas Olimpíadas de Atenas, um triste recorde foi batido, sete medalhas foram passadas e vinte e quatro atletas punidos. O resultado poderia até ser pior se as tecnologias existentes conseguissem detectar esse tipo de doping. Essa técnica é fruto do desenvolvimento da engenharia genética e, através dela, é possível estimular o gene da distrofia muscular, que controla o mecanismo de regeneração e crescimento das células musculares.”
Arquivo: Jornal Saúde, http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_n
oticia=1705>, com adaptações.
I) O doping genético ajuda a fornecer vantagens naturais ao atleta, o que seria bem semelhante a uma terapia gênica;
II) A técnica consiste na inoculação direta do gene específico no organismo, o que permite uma intensa síntese proteica gerando um desenvolvimento muscular intenso, porém o doping seria facilmente detectado caso fosse realizado um exame de urina ou de sangue;
III) O doping genético corresponde ao uso de uma técnica de terapia genética para aumentar artificialmente parâmetros fisiológicos, como a massa muscular de um indivíduo.
É correto afirmar que:
A) I e II estão corretas;
B )Apenas II está correta;
C )Apenas III está correta;
D )II e III estão corretas;
E )I e III estão corretas.
Comentário: Alternativa correta (A) – Aborda-se o doping genético, considerado o doping do futuro que é a preparação laboratorial de células humanas que permitem reações endógenas que ajudam a uma melhor performance física. Associado a este conceito de doping genético estão métodos como as transfusões sanguíneas, as autotransfusões e o consumo de hormônios peptídicos como a hormônio de crescimento, a eritropoietina (EPO), ou ainda versões mais recentes (e mais potentes) como a NEPO e a DynEPO.
Nos primeiros casos (transfusões e autotransfusões) são os métodos que provocam índices físicos que fazem dos atletas superatletas. No caso da introdução de hormônios, estamos perante um problema ainda maior: são produzidos artificialmente compostos laboratoriais que provocam desenvolvimentos artificiais na capacidade física dos atletas. As meras análises à urina usadas frequentemente nada detectam há já métodos inovadores que analisam EPO por via sanguínea. Há o uso do doping genético se dá usando princípios básicos da terapia gênica, o doping genético injeta genes diretamente no corpo do atleta utilizando métodos in vivo ou ex vivo (AZZAZY; MANSOUR; CHRISTENSON, 2005). No método in vivo, a entrega do gene pode ser feita por métodos físicos, químicos ou biológicos, sendo este último o mais utilizado. Neste caso, utiliza-se vírus (retrovírus, adenovírus, vírus adeno-associados, lentivírus) como vetores que são modificados biologicamente para promover a inserção do gene artificial em células de um determinado órgão ou tecido-alvo (AZZAZY; MANSOUR; CHRISTENSON, 2005; SINN; SAUTER; MCCRAY JUNIOR, 2005). A técnica de doping genético ex vivo envolve a transferência, primeiramente, de genes para células em meio de cultura e reintrodução para o tecido alvo do atleta. Uma vez implantada no atleta, essas células aumentam a expressão de hormônios e outras substâncias bioquímicas que aumentam o seu desempenho físico (SINN; SAUTER; MCCRAY JUNIOR, 2005).
Os possíveis alvos primários do doping genético em humanos são: a eritropoietina (EPO), enzima conversora de angiotensina 1, hormônio do crescimento humano (hGH), fator de crescimento 1 semelhante a insulina (IGF-1), inibidor de genes da miostatina, folistatina, receptor ativado por proliferador peroxissomal (PPARs), fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), endorfinas e encefalinas, leptina, fosfoenolpiruvato carboxiquinase (PEPCK) e actinina alfa-3 (ACTN3) (UNAL; UNAL, 2004; GATZIDOU; GATZIDOU; THEOCHARIS, 2009; AZZAZY, 2010). Diante da diversidade de genes, diferentes técnicas analíticas têm sido sugeridas para a determinação de doping genético.
QUESTÃO - 34 O sucesso de um laboratório clínico pode resultar da implantação e manutenção de um sistema de gestão concebido para melhorar continuamente o desempenho. Os procedimentos operacionais padrões devem ser redigidos de acordo com as boas práticas
em laboratório clínico. Os POPs devem incluir o seguinte elemento em cada método:
A) resultado do controle externo de qualidade.
B) princípio do método e aplicação clínica.
C) número do lote do kit.
D) data de validade do kit.
E) Resultado do controle interno de qualidade
Comentário: Alternativa correta (B) – Relaciona-se diretamente na manutenção da qualidade, bem com a padronização na realização da técnica utilizando-se métodos modernos (ou consagrados) e livres de grandes variáveis. Torna-se necessário a descrição do método, a observação da precisão do mesmo e os possíveis interferentes metodológicos. A aplicação clínica é de fundamental compreensão uma vez que a obtenção de um resultado deve estar intimamente relacionada com a compreensão fisiopatológica, uma vez que os sistemas biológicos são complementares e há correlação entre as diversas dosagens biológicas.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Ciclo de Bioatualidades e Outras Culturas
As alunas Ana Paula Ferreira da Silva, Indiannara de Oliveira Faria, Jenniffer Ferreira Leite, Lorena Vilela, Marina Gonçalves Araújo, Neiquiele Ferreira Faria escreveram um artigo sobre o tema PROPRIEDADE INTELECTUAL e ele foi publicado no blog de Bioatualidades. Esse trabalho foi desenvolvido pelo grupo no semestre passado no ciclo de Bioatualidades e Outras Culturas com a orientação da professora MSc. Laura Fontes Tomaz Finotti.
Acesse e leia o artigo: http://bioatualidadesbiomedicina.blogspot.com.br/
COLAÇÃO DE GRAU JULHO 2013
DATA: 28 de Julho – Domingo
Cursos e Horário:
10h– Bacharelado em Administração, Bacharelado em Biomedicina, Bacharelado em Farmácia, Bacharelado em Medicina Veterinária e Licenciatura em Educação Fisica.
15h– Bacharelado em Ciências Contábeis, Bacharelado em Direito, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Logística e Tecnologia em Marketing.
LOCAL: CENTER CONVENTION
O formando deverá chegar ao local do evento com pelo menos uma hora de antecedência
REALIZAÇÃO: UNIPAC e GRUPO CAD
quinta-feira, 28 de março de 2013
Doação de Sangue
Doar sangue é seguro e quem doa uma vez, não é obrigado a doar sempre. No entanto, é muito importante que pessoas saudáveis doem regularmente. Se você quer ser um doador voluntário de sangue, leia abaixo algumas orientações antes de decidir pela sua doação
Uma informação importante é que a doação não é um meio para se testar para AIDS ou outro agente infeccioso, pois há um período entre a infecção e a sua identificação pelos exames laboratoriais, chamado de Janela Imunológica, que pode variar de semanas a meses dependendo do tipo de agente infeccioso. Durante o período de janela imunológíca os testes laboratoriais revelam-se negativos e o agente infeccioso pode ser transmitido através da transfusão de sangue.
Você pode participar doando sangue e/ou divulgando a importância da doação de sangue.
Como doar
Há 03 principais tipos de doação :de sangue total, por aférese e doação autóloga.
Doação de Sangue Total: é a doação habitual, onde até 450 ml de sangue são coletados em uma bolsa produzida com materiais e soluções que permitem a preservação do sangue. Os homens podem doar de 2 em 2 meses, até 4 vezes ao ano e as mulheres podem doar de 3 em 3 meses até 3 vezes ao ano.
• COMO É FEITA UMA DOAÇÃO DE SANGUE TOTAL ?
1- Cadastro: O doador, portando um documento oficial com foto, é cadastrado e recebe um questionário para ser respondido. Esse questionário tem o objetivo de avaliar se há alguma situação ou doença que impeça a doação de sangue, portanto as respostas devem ser sinceras e qualquer dúvida deve ser esclarecida na próxima etapa - a triagem clínica.
2- Triagem clínica: O doador é entrevistado e examinado por profissional de saúde , em local que garanta a privacidade e o sigilo das informações. Esse profissional verifica as respostas do questionário e avalia pessoas com alto risco de transmitir doenças pelo sangue. O doador deve ser consciente de que as suas respostas são muito importantes para garantir a sua integridade física, bem como a de quem vai receber o seu sangue. A segurança do paciente que recebe transfusão começa com o doador.
3- Coleta de sangue: A coleta de sangue dura no máximo 10 minutos. Todo o material utilizado é estéril e descartável Não há risco de contrair doenças doando sangue.
4- Lanche - após a doação o doador recebe um lanche e informações sobre os cuidados básicos que devem ser tomados após a coleta do sangue.
• TODAS AS PESSOAS PODEM DOAR SANGUE ?
Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por Normas Técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue
• REQUISITOS BÁSICOS PARA DOAR SANGUE
- Portar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho certificado de reservista ou carteira do conselho profissional)
- Estar bem de saúde
- Ter entre 16 (*) e 68 anos (incompletos) – (*) jovens com 16 e 17 anos podem doar com autorização dos pais e / ou responsáveis legais.
- Pesar no mínimo 50 Kg
- Não estar em jejum. Evitar apenas alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação
• ALGUMAS SITUAÇÕES QUE IMPEDEM PROVISORIAMENTE A DOAÇÃO DE SANGUE:
- Febre - acima de 37°C
- Gripe ou resfriado
- Gravidez atual (90 dias após o parto normal e de 180 dias após a cesariana)
- Amamentação (até 1 ano após o parto)
- Uso de alguns medicamentos
- Anemia
- Cirurgias
- Extração dentária 72 horas
- Tatuagem: 01 ano sem doar
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
- Transfusão de sangue: impedimento por 01 ano
Maiores esclarecimentos serão fornecidos durante a entrevista clínica que precede a doação.
• O QUE É FEITO COM O SANGUE APÓS A DOAÇÃO?
1 -Fracionamento: A bolsa de sangue total é centrifugada e separada em 03 componentes:
Concentrado de hemácias
Concentrado de plaquetas
Plasma
2- Exames laboratoriais: são realizados exames para determinação do Grupo sanguíneo e para detecção de doenças transmissíveis pelo sangue.
3- Liberação da bolsa - após a realização dos exames laboratoriais, a bolsa de sangue é liberada para transfusão.
4- Transfusão - o sangue é utilizado principalmente nas grandes emergências (acidentes de trânsito, por armas, hemorragias agudas etc), nas cirurgias e em pacientes com doenças oncológicas e hematológicas.
Fonte: site do Hemorio
terça-feira, 26 de março de 2013
Questão comentada do SABI
A) Na neoplasia benigna, a taxa de crescimento celular é geralmente alta, enquanto que na neoplasia maligna, esta taxa é baixa.
Neste caso está incorreta pois é o inverso, na neoplasia benigna a taxa de crescimento é baixa em relação à neoplasia maligna, que a taxa de crescimento é extremamente alta.
B) As neoplasias malignas e benignas podem produzir metástases à distância.
Errada porque apenas as neoplasias malignas produzem metástases.
C) As atipias celulares e arquiteturais estão presentes em grande quantidade e em praticamente toda extensão, nos casos de neoplasias epiteliais, quer sejam benignas ou malignas.
As atipias estão presentes em toda extensão apenas nas malignas, enquanto que, nas benignas, de origem epitelial, pode-se observar pouca atipia, em áreas focais.
D) As neoplasias benignas apresentam baixa proliferação, limites bem definidos da lesão, não apresentam metástases, raras figuras de mitose e as células parenquimatosas geralmente são bem diferenciadas.
CORRETA
sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Questões comentadas do SABI
Questão 13) A bioética tem o dever de guiar os profissionais da área da saúde, sendo que, a mesma gira em torno de alguns princípios. Através desses princípios coloque o melhor termo no espaço a baixo.
“Homem com 82 anos de idade, lúcido e ativo, procura atendimento, queixando-se de fraqueza e fadiga, vômito com sangue e perda de peso não intencional. Durante exames é detectado câncer de estômago em estágio avançado. Filha pede ao médico que não informe ao paciente o diagnóstico, pois conhece bem o pai e sabe que a notícia vai apressar a morte dele”
Como à equipe deve agir? desrespeitar a __________________ do paciente, correndo o risco legal de omissão da verdade.
Ou
“Ao realizar uma operação, cirurgião percebe que a obstrução que culminou no procedimento decorre de esquecimento de compressa na cavidade abdominal de paciente, em cirurgia anterior. Limita-se a jogar o “corpo estranho” no lixo, sem dizer nada. Ao recolher o material desprezado, circulante de sala percebe que há onze compressas, sendo que a operação começara apenas com dez.”
Como a equipe deve agir? O profissional tem que agir com_________________ ao paciente e revelar ao mesmo o erro, submetendo o paciente a nova cirurgia!
Marque a melhor opção que encaixa nos relatos acima.
a. Beneficência e justiça.
b. Justiça e não autonomia.
c. Não maleficência e autonomia.
d. Autonomia e beneficência.
e. Não autonomia e justiça.
Comentário sobre a questão:
A resposta correta é a letra D, pois, sabemos que os princípios da bioética são: Beneficência, Autonomia, Justiça e Não maleficência.
Diante disso no primeiro caso a melhor alternativa é a autonomia, sendo que, mesmo sendo a vontade da filha do paciente em estágio terminal de câncer, o médico (profissional da saúde) não deve infligir às regras de sua ética profissional. O profissional não pode correr o risco legal de omissão da verdade.
No segundo caso a melhor alternativa é a beneficência, pois o profissional da área teve um ato falho por falta de responsabilidade ou até mesmo pela culpabilidade (Imperícia, Imprudência, Negligência). Mas sabemos que todo profissional da saúde tem que agir com maximização do beneficio e revelar ao paciente o erro acontecido, sugerindo uma solução ao caso, diminuindo o risco de eventual prejuízo. Promover o bem, para a prevenção e eliminação de danos.
Questão 14) O Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) institui o Código de Ética, sabendo que o profissional Biomédico, pela sua natureza em cuidar do interesse da saúde humana e animal, norteia seus princípios sempre na busca da verdade real, jamais deixando-se aniquilar por atos que não sejam fiéis ao seu juramento. Diante disso, no Capitulo II do código de ética dos biomédicos que, trata dos Deveres Profissionais do Biomédico onde obriga-se Biomédico à:
Marque apenas a resposta errada.
a. Zelar pela existência, fins e prestígio dos Conselhos de Biomedicina, dos mandatos e encargos que lhe forem confiados e cooperar com os que forem investidos de tais mandatos e encargos.
b. Respeitar as leis e normas estabelecidas para o exercício da profissão.
c. Guardar sigilo profissional.
d. Exercer a profissão com zelo e honestidade, observando as prescrições legais.
e. Poder pagar uma vez atrasado as contribuições devidas ao Conselho.
Comentário sobre a questão:
É muito importante que todo profissional da área da saúde saiba e entenda sobre seu código de ética específico. Sendo assim, o profissional Biomédico tem o dever de entender os principais tópicos de como atuar no exercício da profissão.
No capitulo II - Deveres Profissionais do Biomédico. Sendo que, no artigo 4 obriga-se o biomédico a:
1. Zelar pela existência, fins e prestígio dos Conselhos de Biomedicina, dos mandatos e encargos que lhe forem confiados e cooperar com os que forem investidos de tais mandatos e encargos.
2. Respeitar as leis e normas estabelecidas para o exercício da profissão.
3. Guardar sigilo profissional.
4. Exercer a profissão com zelo e honestidade, observando as prescrições legais.
5. Pagar em dia as contribuições devidas ao Conselho.
Além de outras obrigações!
quarta-feira, 20 de março de 2013
Questões comentadas
QUESTÃO 39 - Considerando o Tecido Ósseo, é correto afirmar que:
A) Osteócitos e Osteoclastos são as células que o constituem
B) Osteóide é a Matriz Extracelular mineralizada do tecido ósseo
C) É histologicamente classificado em Osso Compácto e Osso esponjoso
D) Osteócitos apresentam núcleo com cromatina frouxa
E) Osteoclastos são as células que promovem a reabsorção da Matriz Extracelular deste tecido
A) Osteoblastos também são células que constituem o tecido ósseo
B) Osteóide é a MEC ainda não mineralizada do tecido ósseo
C) A classificação histológica do tecido ósseo é Osso Primário e Osso Secundário.
D) Osteócitos apresentam núcleo sua cromatina condensada, pois são células quiescente, ou seja, com baixa taxa de síntese proteica.
E) Afirmativa correta
QUESTÃO 40 - Relacione os folhetos embrionários com os tecidos que cada um origina, marque a alternativa correta:
I) Musculo estriado esquelético
II) Epiderme
III) Fígado
IV) Tecido ósseo
V) Revestimento epitelial do trato respiratório
A) Ectoderma
B) Mesoderma
C) Endoderma
a) IC, IIA, IIIA, IVB, VC
b) IB, IIA, IIIC, IVC, VB
c) IA, IIA, IIIC, IVB, VC
d) IB, IIA, IIIC, IVB, VC
e) IA,IIB, IIIC, IVB, VC
O Ectoderma, Mesoderma e Endoderma são os 3 folhetos embrionários formados na terceira semana do desenvolvimento.
O Ectoderma da origem a estruturas com a epiderme e o sistema nervoso central. O Mesoderma da origem ao Musculo Estriado Esquelético e ao Tecido Ósseo. Já o Endoderma origina o revestimento epitelial de vasos sanguíneos e do sistema respiratório, assim como também da origem ao fígado. Assim sendo, a resposta correta corresponde à Letra D.
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Teste do Pezinho

O Teste do Pezinho é um exame laboratorial simples que tem o objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e ou infeciosas que poderão causar lesões irreverssíveis no bebê, como por exemplo retardo mental. A maioria das doenças pesquisadas podem ser tratadas com sucesso desde que diagnósticadas antes mesmo de manifestar os primeiros sintomas. Existem três tipos de teste: Básico, Ampliado e Plus.

O exame ficou popularmente conhecido como “teste do pezinho” por ser realizado através da análise de amostras
de sangue coletadas através do calcanhar do bebe. É um procedimento simples que não traz riscos para a criança.
Como coletar ?

O resultado será enviado no prazo Médio de 7 a 10 dias úteis para a mãe e o pediatra.
O período ideal para a realização da coleta do Teste do Pezinho é a partir do 3º dia de vida do bebê ou o mais brevemente possível. Isto não invalida, entretanto, a sua realização em bebês com mais dias de vida. O que poderá ser prejudicada é a eficácia do tratamento, caso necessário.
Doenças detectadas:
Fenilcetonúria: Uma doença que causa um comprometimento neurológico no desenvolvimento da criança;
Hipotireoidismo congênito: Doença que pode levar ao retardamento mental e má formações físicas;
Anemia falciforme: Pode levar a alterações em todos os órgãos e sistemas do corpo;
Hiperplasia adrenal congênita: Doença que faz com que a criança tenha uma deficiência hormonal de alguns hormônios e um exagero na produção de outros, que pode inclusive levar à morte;
Fibrose Cística: Doença que leva à produção de uma grande quantidade de muco, comprometendo o sistema respiratório, afetando também o pâncreas;
Galactosemia: Doença que faz com que a criança não consiga digerir o açúcar presente no leite, podendo levar a um comprometimento do Sistema Nervoso Central;
Toxoplasmose Congênita: Doença que pode ser fatal ou levar à cegueira, icterícea, convulsões ou retardo mental;
Deficiência de biotinidase: Pode levar à convulsões, falta de coordenação motora, atraso no desenvolvimento e queda dos cabelos;
Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase: Facilita ao aparecimento de anemias, que podem variar de intensidade.
Sífilis congênita: Uma doneça grave que pode levar ao comprometimento do sistema nervoso central;
Aids: Doença que leva a um sério comprometimento do sistema imune, que ainda não tem cura.
Rubéola congênita: Provoca deformações congênitas como catarata, surdez, retardo mental e até má formações cardíacas;
Herpes congênita: Doença rara que pode causar lesões localizadas na pele, mucosas e olhos, ou disseminada afetando seriamente o sistema nervoso central;
Doença do citomegalovírus congênita: Pode gerar calcificações cerebrais, retardo mental e motor ou morte fetal;
Doenças de chagas congênita: Que pode causar aborto; parto prematuro; ou baixo peso ao nascer.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Glossário de termos relacionados à hematologia e à hemoterapia
Doação espontânea: é feita por pessoas motivadas para manter o estoque de sangue da Fundação Hemominas. É decorrente de um ato de altruísmo, sem ter o nome de um possível recepto
Doação de reposição: realizada por pessoas motivadas pela família e ou amigos de pacientes, para repor o estoque de sangue da Fundação Hemominas.
Doação autóloga: doação feita pelo paciente para seu próprio uso.
Doação agendada: é feita por pessoas que marcaram previamente data e horário para seu comparecimento. A doação agendada pode ser espontânea, de reposição ou autóloga.
Doação convidada: é feita por doadores já cadastrados e convidados pela Fundação Hemominas (por telefone, carta, telegrama ou e-mail) para fazer uma doação espontânea.
Doação por aférese: com equipamento especial, que retira do sangue apenas o componente desejado (ex: plaquetas) e devolve ao mesmo tempo os demais componentes (ex: plasma, hemácias) ao próprio doador. Pode ser uma doação espontânea, de reposição, autóloga, agendada ou convidada.
Doador de 1ª vez: é o candidato que comparece à Fundação Hemominas pela 1ª vez, para realizar qualquer um dos tipos de doação acima citadas.
Doador de retorno: candidato à doação que já possui um cadastro na Fundação Hemominas e que retorna, com o objetivo de realizar qualquer um dos tipos de doação. O total de doadores de retorno de uma Unidade é a soma dos doadores esporádicos, aptos e inaptos, com doadores de repetição, aptos e inaptos.
Doador de repetição: é aquele que doa pelo menos duas vezes, na Fundação Hemominas, em período menor ou igual a 12 meses. O doador de repetição poderá realizar qualquer um dos tipos de doação acima citados.
Doador esporádico: doador que comparece à Fundação Hemominas para repetir a doação em intervalo superior a 13 meses. O doador esporádico poderá realizar qualquer um dos tipos de doação.
Doador fidelizado: doador de repetição (que doa pelo menos duas vezes em período menor ou igual a 12 meses) ou aquele que já realizou, no mínimo, três doações em quaisquer Unidades da Hemominas.
Candidato à doação: todo cidadão que, voluntariamente, procura os hemocentros, núcleos e postos de coleta da Fundação Hemominas com objetivo de se tornar um doador de sangue.
Doador inapto: aquele que por algum motivo evidenciado na triagem clínica e laboratorial não pode doar sangue. O candidato pode ser inapto temporariamente - apresentar ligeira febre no dia, por exemplo - ou permanentemente - como ter tido uma convulsão após 10 anos de idade, pois durante o processo de doação é possível desencadear uma crise.
Aférese: procedimento que coleta componente específico do sangue, por intermédio de uma máquina. Quando somente as plaquetas são coletadas, esse procedimento é chamado de plaquetaferese.
Bolsa de sangue: bolsa plástica esterilizada com o sangue total coletado no ato da doação. Contém média de 450 ml de sangue total.
Coagulopatia: alteração na coagulação do sangue. As coagulopatias hereditárias mais comuns são a hemofilia e doença de von Willebrand.
Coleta externa – deslocamento de equipe e equipamentos necessários para a coleta de sangue total em um local fora dos locais de atendimento da Hemominas. Para sua realização, é necessário o planejamento conjunto do hemocentro mais próximo, órgãos públicos de saúde, entidades civis organizadas e veículos de comunicação locais. Agendamento sob consulta à coordenação e ao setor de captação de doadores da Hemominas.
Estoque: quantidade de hemocomponentes disponíveis para distribuição para transfusão. Os estoques são dinâmicos, acompanhados global e sistematicamente pela Diretoria Técnico-Científica. Conforme a necessidade, podem ser realocados entre as unidades da Fundação, com agilidade.
Fracionamento ou processamento: separação dos componentes do sangue que vão ser usados nas transfusões. O sangue não é transfundido integralmente de um doador para um receptor, mas sim um ou mais componentes separadamente, de acordo com a necessidade do paciente. Uma bolsa de sangue total pode gerar, no mínimo, quatro hemocomponentes.
Hemácias fenotipadas: hemácias com classificação para vários grupos sanguíneos, além do ABO e RH.
Hemocomponentes: são as partes que compõem o sangue. Os hemocomponentes utilizados na hemoterapia são os glóbulos vermelhos ou concentrado de hemácias, o concentrado de plaquetas e o plasma (parte líquida do sangue que contém os fatores de coagulação) e crioprecipitado.
Hemocomponentes irradiados: bolsas de concentrado de hemácias ou concentrado de plaquetas que são submetidas à irradiação para inativar células linfóides do doador. Os hemocomponentes irradiados são usados em transplantados, recém-nascidos de baixo peso e transfusão intraútero.
Hemoderivados: são os produtos derivados do plasma após industrialização. Os mais comuns são a albumina, imunoglobulinas e os fatores de coagulação VIII e IX, utilizados no tratamento da hemofilia e outras coagulopatias.
Hemoglobinopatia: doença genética do sangue com alteração na hemoglobina. A mais comum é a doença falciforme. Aquelas pessoas que possuem o gene Hb alterado podem passar essa doença para os filhos, mas não são doentes. São chamadas de portadoras de traço falciforme.
Hemoterapia: emprego terapêutico do sangue, que pode ser transfundido com seus componentes (hemocomponentes) e derivados (hemoderivados).
Hematologia: é a ciência que estuda as doenças do sangue e dos órgãos hematopoiéticos.
Redome: Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea - cadastro nacional que reúne os dados de candidatos à doação de medula óssea.
Sorologia: é o nome dado ao processo de testagem do sangue coletado para exclusão daquele material não adequado para transfusão. São realizados oito testes sorológicos para doenças transmissíveis pelo sangue. Além da sorologia, é realizada a tipificação do sangue para os grupos ABO e RH e pesquisados anticorpos irregulares.
Teste de Ácido Nucleico (NAT) - Teste para detecção de Ácidos Nucleicos do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e HCV (Vírus da hepatite C), que objetiva diminuir o risco transfusional causado por esses vírus. Desde outubro/2011, o NAT é realizado pela Fundação Hemominas na triagem dos doadores de sangue de todas as suas unidades.
Tipos sanguíneos: os grupos sanguíneos ou tipos sanguíneos foram descobertos no início do século XX (cerca de 1900 - 1901), quando o cientista austríaco Karl Landsteiner dedicou-se a comprovar que havia diferenças no sangue de diversos indivíduos. Os tipos sanguíneos são determinados pela presença, na superfície das hemácias, de antígenos que podem ser de natureza bioquímica variada, podendo ser compostos por carboidratos, lipídeos, proteínas ou uma mistura desses compostos. Existem 26 grupos sanguíneos. Os sistemas antigênicos considerados mais importantes são o sistema ABO (O, A, B, AB) e o Sistema Rh, os mais comumente relacionados às reações transfusionais hemolíticas. A determinação dos grupos sanguíneos tem importância em Hemoterapia, pois torna-se necessário estudar alguns desses sistemas em cada indivíduo para garantir o sucesso das transfusões. Assim, antes de toda transfusão, um dos testes obrigatórios que deverá ser realizado será, pelo menos, a tipagem ABO e Rh do doador e do receptor.
Triagem clínica: consulta com profissional de saúde para verificar se o candidato à doação está apto clinicamente para doar sangue.
Triagem hematológica: exame feito com uma gota de sangue do candidato para verificar se não está anêmico. São feitas a pesagem do candidato e a medição de sua temperatura corporal.
quinta-feira, 14 de março de 2013
HTLV: que vírus é este?
O vírus HTLV (sigla da língua inglesa que indica “vírus que infecta células T humanas”) é um retrovírus isolado em 1980, a partir de um paciente com um tipo raro de leucemia de células T. Apresenta dois tipos: o HTLV-1, que está implicado em doença neurológica e leucemia, e o tipo 2 (HTLV-2), que está pouco evidenciado como causa de doença. Desde 1997, com a criação do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas em HTLV (GIPH), a Fundação Hemominas desenvolve pesquisas sobre o vírus linfotrópico de células T humanas tipo 1 (HTLV-1 - Human T cell lymphotropic vírus type 1).
Todas as pessoas infectadas pelo HTLV-1 irão desenvolver alguma doença?
Não. A minoria dos portadores assintomáticos (sem sintomas) poderá desenvolver alguma doença. No Japão, por exemplo, 14 em cada 1500 portadores assintomáticos poderão desenvolver a doença neurológica (dificuldade de andar). No caso de leucemia, o risco é ainda menor, ou seja, um em cada 10.000 portadores poderá desenvolvê-la ao longo da vida.
Quais os primeiros sintomas que podem aparecer em portadores assintomáticos de HTLV-1?
Cerca de 90% das pessoas portadoras do HTLV-1 nunca desenvolverão qualquer problema de saúde relacionado ao vírus HTLV. Entretanto, alguns pacientes podem desenvolver problemas neurológicos ou hematológicos. Em nosso meio, o mais comum são os sintomas neurológicos. Geralmente, as pessoas começam a sentir dores nos membros inferiores (panturrilhas), na região lombar (parte inferior da coluna lombar), dificuldade de defecação ou micção. Estes sintomas são geralmente progressivos e estão em geral na região abaixo da linha do umbigo. As doenças associadas ao vírus geralmente aparecem após os 40 anos, mas podem surgir antes, em algumas regiões geográficas.
Quais os modos de transmissão mais frequentes do HTLV?
O HTLV possui as mesmas rotas de transmissão que outros vírus, como o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e o da hepatite B, a saber: pela relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada; uso em comum de seringas e agulhas durante a droga-adição; da mãe infectada para a o recém-nascido (principalmente pelo aleitamento materno).
Existe risco de transmissão através da transfusão de sangue?
Desde 1993 todos os bancos de sangue do Brasil devem testar os doadores de sangue para o HTLV. Assim, o risco de transmissão praticamente não existe em nosso país, nos últimos anos.
Portadoras do HTLV-1 assintomáticas têm algum impedimento quanto a ter filhos?
As chances de transmissão vertical são consideradas baixas (menor do que 10%) durante a gravidez. Entretanto, recomenda-se não amamentar no peito, pois o risco de transmissão pelo leite materno é alta (até 30%). Uma alternativa é o uso de leite vindo de bancos de leites ou uso de fórmulas.
Quais as pessoas que deveriam ser testadas para HTLV?
Sabendo os modos de transmissão, pode-se indicar os grupos que mais poderiam estar expostos a este vírus: pessoas familiares de pacientes positivos para o HTLV, gestantes de áreas endêmicas para o HTLV, pessoas que utilizam (ou usaram) drogas endovenosas com o compartilhamento de seringas ou agulhas e pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993.
Existe alguma predisposição genética para o desenvolvimento de doenças associadas ao HTLV-1?
Parece que algumas pessoas possuem uma predisposição genética para o desenvolvimento, através de determinantes do sistema imune, porém isto ainda está em estudo.
Quais os cuidados médicos que um portador de HTLV-1 deve observar?
Na primeira consulta além da sorologia para HTLV-1/2, geralmente pede-se sorologia para agentes que, potencialmente, apresentam rotas similares de transmissão como o vírus da hepatite B, vírus da hepatite C, HIV e sífilis. De modo geral, os indivíduos portadores assintomáticos devem consultar-se com intervalo de um ano. Os exames de sangue solicitados são: hemograma completo, contagem de linfócitos T CD4/CD8, cultura de linfócitos, parasitológico, glicemia, DHL. Caso o paciente apresente sintomas, deve seguir as orientações do (s) médicos que o assistem em relação aos retornos.
Existe algum exame de sangue que indique o risco do desenvolvimento de doença em pessoas assintomáticas e portadoras de HTLV-1?
Até o momento nenhum exame tem esta capacidade. Entretanto, novos estudos indicam que a quantidade do vírus HTLV-1 no sangue, chamada carga viral, poderá indicar algum risco.
Qual o tratamento para os indivíduos assintomáticos para HTLV-1?
Como o risco do desenvolvimento da doença associado ao HTLV-1 é muito baixo, não existe indicação de tratamento nos casos assintomáticos, até este momento.
Que casos necessitam tratamento?
Os casos onde existem sintomas comprovados de doença associada ao HTLV-1, como a mielopatia/paraparesia espástica tropical (HAM/TSP), doença progressiva que afeta principalmente a medula espinhal), uveíte, ATL, entre outras. O tratamento irá depender de uma avaliação neurológica, hematológica, oftalmológica, assim como estadiamento do grau de comprometimento, tempo de evolução, presença de outras infecções virais etc.
Como se faz o diagnóstico da infecção pelo HTLV-1?
Somente por exame sorológico específico para pesquisa de anticorpos anti-HTLV-1/2 no sangue. Após os exames de triagem, geralmente utilizando teste de ELISA, existe uma necessidade, em caso deste teste ser reativo (positivo) da realização do teste para confirmar e diferenciar anticorpos anti-HTLV-1 e anti-HTLV-2, que pode ser sorolágico (Western blot) ou molecular (PCR).
Referências:
Romanelli lCF et al. Artigo de Revisão - O vírus lInfotrópIco de células t humanas tIpo 1 (htlv-1): quando suspeitar da Infecção? http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=8779401R8IU3BK
Cadernos Hemominas- Volume XIII – HTLV
Portal Hemominas. www.hemominas.mg.gov.br
quarta-feira, 13 de março de 2013
ESO
Os estágios iniciarão essa semana.
Confira as datas e horários.
Endereço do laboratório onde será realizado o estágio:
Laboratório MedGen
Localizado na Av. Getúlio Vargas,1920
Os alunos deverão levar jaleco, luvas, além de usar calça e sapato fechado.

O estágio no horário da manhã será das 7h às 11h.


